A verdade não existe antes de ser contada; um ensaio sobre a relação entre a narrativa e o poder

A distinção entre verdade e ficção não descreve duas categorias do ser, mas duas posições numa disputa: quem tem o poder de fazer seu relato valer como descrição do real?

Mesmo que compartilhem os mesmos fatos, duas visões sobre um mesmo acontecimento podem chegar a conclusões opostas. Ainda que haja acontecimentos, datas e até mesmo os mesmos documentos sendo usados, até mesmo os mais simples posicionamentos divergentes já podem gerar grandes contradições. Muitas vezes, isso se dá pela forma como certos conteúdos foram apresentados, o que foi apresentado primeiro, o que foi deixado de fora ou onde a sequência começa e onde termina.

Se você já leu qualquer notícia em algum site sobre poítica, sabe exatamente do que estou falando. Ainda assim, o desconforto que isto gera é relativamente produtivo, tendo em vista que revela outro dado importante: a disputa pela verdade raramente é uma disputa sobre dados, mas sim uma disputa pela narrativa. Confundir estas duas coisas é um erro comum e muito conveniente para quem detém o poder de fazer sua versão circular como se fosse a verdade.

Foi justamente por isso que ecrevi este texto, com a premissa incômoda de expor que a verdade não existe antes de ser contada. Isto não significa que ela seja arbitrária, ou que qualquer versão valha tanto quanto outra. Significa que toda verdade que circula socialmente já foi trabalhada de alguma forma, sendo selecionada, enquadrada, nomeada ou posta em sequência. E este trabalho, que nunca é inocente, carrega marcas de quem o realizou, de onde foi realizado, de quais interesses se beneficiam de que certos episódios se tornem acontecimentos e outros se dissolvam no esquecimento.

O conforto enganoso de uma oposição

A tentação de tratar verdade e ficção como opostos simétricos é antiga e persistente. Platão a formulou com precisão brutal: os poetas mentem porque imitam aparências, enquanto o filósofo contempla essências. A ficção seria, nessa chave, um grau rebaixado de realidade — útil talvez para entreter, perigosa quando confundida com conhecimento. Séculos de epistemologia repetiram, com variações, essa hierarquia.

O problema é que ela não descreve como o conhecimento realmente funciona. Descreve como gostaríamos que ele funcionasse — limpo, transparente, sem a sujeira do enquadramento e da perspectiva. Quando Paul Ricoeur, em *Tempo e Narrativa*, demonstra que a experiência humana do tempo só se torna inteligível por meio da configuração narrativa, ele não está fazendo uma afirmação sobre literatura. Está fazendo uma afirmação sobre a estrutura da compreensão. Narrar não é ornamentar um fato que já existia pronto — é a operação pela qual o fato ganha forma legível.

Isso vale tanto para a historiografia quanto para o jornalismo, tanto para o testemunho jurídico quanto para a memória pessoal. O historiador Hayden White causou escândalo em 1973, quando *Meta-história* foi publicado, ao argumentar que as grandes narrativas historiográficas do século XIX obedecem a estruturas de enredo — romance, tragédia, comédia, sátira — que não emergem dos documentos, mas são impostas sobre eles pelo historiador. A questão não era se essas estruturas eram conscientes ou não. Era que elas existiam, e que existindo, orientavam o que parecia importante, o que parecia causa, o que parecia consequência.

A reação foi, em parte, de horror: White estaria dissolvendo a história em ficção? Estaria abrindo caminho para o negacionismo? A pergunta é compreensível, mas equivocada. Reconhecer que toda narrativa histórica tem uma forma não equivale a dizer que todas as formas são igualmente verdadeiras. Equivale a dizer que a verdade histórica não é uma fotografia — é um argumento. E argumentos podem ser bons ou ruins, rigorosos ou negligentes, honestos ou deliberadamente distorcidos. A distinção que importa não é entre narrativa e não-narrativa; é entre narrativas que se responsabilizam por sua forma e narrativas que fingem não ter nenhuma.

O narrador que não informa

Walter Benjamin, no ensaio “O Narrador”, de 1936, identificou algo que só ficou mais claro com o tempo: há uma diferença estrutural entre narrar e informar. A notícia, escreveu, apresenta os fatos “impregnados de explicação”. Ela entrega o sentido junto com o evento. O narrador tradicional, ao contrário, preserva a ambiguidade — conta o que aconteceu sem saturar o episódio de interpretação, deixando ao ouvinte o trabalho de extrair o que aquilo significa para sua própria experiência.

Benjamin estava descrevendo um declínio — o da narrativa oral artesanal diante da imprensa — mas o diagnóstico adquiriu nova urgência na era das redes sociais, onde a velocidade de circulação das notícias tornou a saturação interpretativa quase instantânea. Antes que o episódio sedimente, antes que o ouvinte ou leitor possa trabalhar sua própria relação com o que aconteceu, já chegaram as análises, os comentários, os memes, os contra-memes, as checagens. O presente foi colonizado por explicações que disputam o monopólio do sentido.

O que se perde nesse processo não é apenas uma forma literária. É a possibilidade de uma relação mais ativa e mais incerta com o real. Quando o sentido vem pronto, o que resta ao receptor é escolher qual versão aceitar — mas a estrutura da escolha já foi decidida antes de ele chegar. O enquadramento foi dado. As categorias foram dadas. A pergunta que não foi feita é aquela que nenhuma das versões circulantes permite formular.

Isso é relevante para qualquer reflexão sobre verdade: a verdade que circula nas esferas públicas contemporâneas não é apenas o produto de pesquisa ou apuração — é o produto de decisões de forma. Decidir que um acontecimento é relevante já é uma escolha narrativa. Decidir que ele começa num certo ponto e termina em outro também é. Decidir quem fala sobre ele, com qual credibilidade, em qual ordem — tudo isso compõe a forma narrativa antes mesmo de qualquer palavra ser dita.

O terreno onde se disputa o nome das coisas

Stuart Hall não tinha paciência para análises culturais que tratavam a cultura popular como reflexo mecânico de uma estrutura econômica, nem para aquelas que a celebravam como resistência espontânea. Para ele, a cultura era um terreno — não metáfora neutra, mas categoria analítica precisa: um espaço de luta, onde diferentes forças tentam fixar o sentido das coisas, nomear os problemas, definir o que conta como solução.

O poder que opera nesse terreno não é apenas o poder de censurar — é o poder de nomear. Quem nomeia primeiro, quem consegue fazer sua nomenclatura circular como descrição neutra do real, quem consegue que determinadas categorias pareçam naturais e inevitáveis em vez de histórica e politicamente construídas — esse é o poder que Hall tentava descrever. Um poder que opera, em grande medida, por meio de narrativas.

A cultura dominante, nessa perspectiva, não é aquela que impõe suas verdades à força. É aquela cujas narrativas se tornaram o fundo sobre o qual todas as outras narrativas são lidas. Quando uma versão dos eventos se torna o “bom senso” — aquilo que não precisa ser demonstrado, que serve de ponto de partida para qualquer argumento — ela alcançou uma posição de poder muito mais sólida do que qualquer censura poderia garantir.

Isso explica um fenômeno recorrente nas disputas públicas contemporâneas: dois grupos podem concordar sobre os fatos e discordar radicalmente sobre o que eles significam, porque estão operando a partir de enquadramentos narrativos distintos. Não é que um grupo seja racional e o outro irracional — é que cada um está sendo coerente com a narrativa de fundo que organiza sua compreensão do mundo. A disputa, nesse caso, não se resolve com mais fatos. Ela se resolve — ou se aprofunda — no nível das narrativas que tornam certos fatos visíveis e outros invisíveis.

O partilhado e o invisível

Jacques Rancière desenvolveu, em *A Partilha do Sensível*, uma ideia que aprofunda essa questão em direção à política. Para ele, a política não é primariamente sobre disputas de interesse ou de poder no sentido convencional — é sobre o que é visível e o que não é, o que é audível e o que não é, quem tem direito a falar e quem é reduzido ao ruído. A “partilha do sensível” é a configuração que determina o que pode ser percebido, dito, contado como parte da realidade comum.

Essa configuração não é natural — é o produto de decisões históricas, de práticas, de instituições, de formas culturais. E uma das formas culturais mais potentes na produção e reprodução dessa configuração é a narrativa. As narrativas que uma cultura repete com mais frequência, que investe com mais prestígio, que ensina às crianças como exemplos — essas narrativas sedimentam a percepção do que é real, do que é possível, do que conta como verdade.

O que fica de fora dessa partilha não é simplesmente ignorado — ele é ativo na sua ausência. Quando certas experiências não têm narrativas disponíveis para se expressarem, quando certos grupos não encontram nas formas culturais circulantes nenhuma figura que corresponda à sua posição no mundo, isso não é uma lacuna neutra. É uma exclusão que tem efeitos políticos. A luta por representação — nas artes, na história, no jornalismo, no direito — é, em parte, a luta por incluir certas experiências na partilha do sensível, torná-las visíveis, dá-las forma narrável.

A verdade, nesse sentido, não é apenas um conjunto de proposições corretas. É também uma distribuição de visibilidade. E essa distribuição pode ser mais ou menos justa, mais ou menos atenta ao que ficou de fora.

A forma que o resto assume

Retomo aqui a observação de Benjamin sobre o ensaio — não como gênero menor ou como alternativa modesta ao tratado, mas como forma que habita deliberadamente a fresta entre o que se narra e o que não cabe na narração.

O ensaio, tal como Theodor Adorno o concebia em “O Ensaio como Forma”, recusa a pretensão de completude. Ele parte do fragmento, do detalhe, do elemento que resiste à sistematização, e tenta pensar a partir daí — sem garantir que chegará a uma síntese, sem fingir que a parcialidade de seu ponto de partida é mais do que uma parcialidade. Isso não é humildade performática. É uma posição epistemológica: a de que o conhecimento que ignora o que ficou de fora de seu próprio enquadramento é um conhecimento que se ilude sobre sua própria completude.

A forma breve — o ensaio, a crônica reflexiva, o artigo que se recusa a fechar demais — não é menor porque cobre menos terreno. Ela é uma aposta sobre o tipo de atenção que produz. Uma aposta de que o leitor levado a pensar junto, a completar o que o texto não diz, a perceber o que o argumento não resolve, desenvolve uma relação com o problema mais honesta do que aquela produzida por textos que entregam o sentido saturado de explicação.

Isso tem uma implicação direta para a questão da verdade: a forma como apresentamos uma verdade já é uma tomada de posição sobre o que a verdade é. Uma forma que admite lacunas, que nomeia o que ficou de fora, que resiste à tentação de fazer o argumento fechar perfeitamente — essa forma produz uma verdade diferente de uma forma que esconde suas costuras. Não necessariamente mais correta em termos de proposições, mas mais honesta sobre sua própria condição de narrativa.

Quem tem o direito de fazer o relato valer

A questão central, portanto, não é epistemológica no sentido clássico — não se trata de perguntar “como podemos conhecer o que é verdadeiro?” como se o problema fosse de acesso ao real. A questão é política: quem tem o poder de fazer sua versão circular como verdade? Quais formas narrativas recebem o benefício da dúvida e quais precisam provar sua legitimidade a cada vez? Quais experiências têm narrativas disponíveis para se expressarem e quais permanecem na sombra por falta de forma?

O poder narrativo não opera apenas quando falsifica — ele opera cotidianamente, no silêncio dos fatos que não viram acontecimento, das vozes que não encontram receptor, dos enquadramentos que se tornaram tão naturais que parecem não ser enquadramentos. Reconhecer esse poder é o primeiro movimento de qualquer análise crítica da cultura. E é um movimento que tem consequências práticas: ele exige que nos perguntemos, diante de qualquer narrativa que circula como verdade, quais as condições de sua circulação, quem se beneficia de ela valer, o que ela precisa deixar de fora para manter sua coerência.

Mikhail Bakhtin tinha um nome para a força que resiste à fixação do sentido por uma única voz: dialogismo. Toda enunciação, argumentou ele, é atravessada por outras vozes, por respostas antecipadas, por contextos que ela não controla. A palavra nunca pertence inteiramente a quem fala — ela já foi usada antes, já foi carregada por outros sentidos, e será usada depois por vozes que o enunciador não conhece. Isso não dissolve a responsabilidade do enunciador. Pelo contrário: torna-a mais complexa. Falar, narrar, nomear — tudo isso é um ato que se insere numa cadeia mais longa do que qualquer intenção individual.

A consequência disso para a questão da verdade é significativa: toda narrativa que se apresenta como definitiva, como aquela que encerra a disputa, como a versão que não precisa de interlocutores porque já contém todas as respostas — essa narrativa está recusando sua própria condição dialógica. Está fingindo ser monólogo quando é, inevitavelmente, parte de uma conversa.

O que fazer com o resto

Toda narrativa produz um resto — aquilo que ela não conseguiu incluir, que ficou no fora-de-campo, que resistiu ao enquadramento. Esse resto não desaparece. Ele persiste, às vezes como anomalia que o discurso dominante precisa continuamente neutralizar, às vezes como ponto de acumulação de experiências que não encontram forma e que, num momento de crise, irrompem de maneira que o discurso estabelecido não consegue absorver.

A história das transformações culturais e políticas é, em boa medida, a história desses restos que encontraram forma. O movimento feminista não descobriu opressões que antes não existiam — deu forma narrativa a experiências que existiam há séculos sem ter acesso às instituições de produção de sentido. O mesmo vale para os movimentos anticoloniais, para as memórias de grupos marginalizados, para as tradições culturais que a historiografia dominante havia transformado em folclore ou anomalia. Encontrar forma narrativa para o que ficava de fora não é fazer ficção — é fazer política. É disputar a partilha do sensível.

Isso não significa que todo resto seja portador de verdade, ou que toda experiência marginalizada seja automaticamente mais válida do que a narrativa dominante. Significa que a pergunta “o que ficou de fora?” é uma pergunta metodológica e ética indispensável. Qualquer análise que se satisfaça com a narrativa que circula, sem perguntar sobre suas condições de produção e sobre o que ela precisou excluir para funcionar, é uma análise que confunde descrição com cumplicidade.

A verdade que interessa — não a verdade como correspondência fria entre proposição e fato, mas a verdade como responsabilidade pelo que dizemos do mundo — essa verdade exige atenção ao resto. Exige uma disposição para ouvir o que a forma disponível não comporta. Exige, em última instância, que sejamos capazes de perceber o enquadramento como enquadramento e não como janela transparente para o real.

Narrar com responsabilidade

Volto ao ponto de partida: quando disputamos “o que aconteceu”, estamos sempre disputando a forma narrativa. Isso é válido para o debate político, para a interpretação histórica, para a narrativa jornalística, para a memória pessoal e coletiva. A consciência desse fato não resolve a disputa — mas muda sua natureza. Ela transforma uma questão de acesso ao real numa questão de responsabilidade pela forma.

Essa responsabilidade tem dimensões diferentes para diferentes atores. Para o pesquisador, ela implica explicitar seu ponto de vista, nomear o que sua metodologia deixa de fora, resistir à tentação de fazer a análise parecer mais completa do que é. Para o jornalista, implica distinguir entre enquadramento e fato, entre o que aconteceu e o que a forma escolhida permitiu ver. Para o escritor, implica reconhecer que toda ficção é também uma forma de ordenar o real — e que essa ordenação tem consequências. Para o cidadão comum, implica desenvolver o que poderíamos chamar de competência narrativa: a capacidade de perceber que toda narrativa tem uma forma, que toda forma tem condições de produção, que toda versão dos fatos deixa um resto.

Essa competência não é uma técnica — é uma postura. A postura de quem se recusa a receber o sentido pronto, de quem pergunta pelo enquadramento antes de perguntar pelo conteúdo, de quem trata qualquer narrativa que pretende ser a última palavra com a desconfiança produtiva que ela merece.

Roland Barthes, em *Mitologias*, descreveu o mito como uma fala que transforma história em natureza — que faz o contingente parecer necessário, o construído parecer dado, o político parecer neutro. A operação é sempre narrativa: apresentar um estado de coisas como se ele não tivesse história, como se fosse simplesmente o modo como as coisas são. A crítica do mito, para Barthes, passa por restaurar a história ao que foi naturalizado — mostrar que as coisas poderiam ser diferentes porque foram feitas por escolhas, não dadas pela natureza.

Essa operação crítica é o que está em jogo quando falamos de verdade. Verdade não como substância, não como correspondência perfeita e garantida, mas como responsabilidade: pelo que dizemos, por como dizemos, pelo que ficou de fora do que dizemos. Uma responsabilidade que começa no reconhecimento de que toda vez que abrimos a boca para descrever o mundo, já estamos narrando.

E narrar, como Benjamin sabia, é diferente de informar. Informar é entregar o sentido. Narrar é compartilhar o peso de um episódio que ainda não terminou de significar — e deixar ao outro o trabalho de carregar esse peso adiante. O que fazemos com a parte que resta de fora depende, em última análise, de se estamos dispostos a reconhecê-la como parte.

matheusprado.maori@gmail.com | Web |  + posts

Matheus Prado é professor, escritor, cineasta e crítico de cinema. Atualmente cursa um mestrado e Letras, com foco em Literatura. Acredita que a vida é um mar profundo e que devemos nos aventurar além da superfície. Escreveu e dirigiu dois longas-metragens e vários curtas.

Referências Bibliográficas

ADORNO, Theodor W. O ensaio como forma. In: ______. Notas de literatura I. Tradução de Jorge M. B. de Almeida. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2003. p. 15-45.
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. Tradução de Paulo Bezerra. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.
BARTHES, Roland. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino e Pedro de Souza. 11. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: ______. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. 8. ed. São Paulo: Brasiliense, 2012. p. 213-240. (Obras escolhidas, v. 1).
HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Organização de Liv Sovik; tradução de Adelaine La Guardia Resende et al. Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: EXO experimental; Ed. 34, 2005.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tradução de Constança Marcondes Cesar. Campinas: Papirus, 1994. 3 v.
WHITE, Hayden. Meta-história: a imaginação histórica do século XIX. Tradução de José Laurênio de Melo. São Paulo: Edusp, 1992.
BARTHES, Roland. O rumor da língua. Tradução de Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

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