A diferença entre bons e maus escritores – 2ª PARTE

Olá, meus amigos escritores. Estamos de volta para mais um vídeo do canal com conteúdo exclusivo para escritores. Hoje, na segunda parte do nosso vídeo sobre as diferenças básicas entre bons e maus escritores, vamos abordar as características dos escritores ruins. O que eles fazem e como fazem. Como se espalham pelo mundo e como um escritor talentoso pode ser tornar um escritor ruim. Assista o vídeo abaixo e deixe sua opinião nos comentários.

Os escritores ruins tem convicção de que sua escrita é perfeita e que já alcançaram um nível de excelência praticamente inalcançável. Eles não tem dúvida quanto a qualidade dos seus textos e é por isso que nunca se rebaixam ao ponto de ter que editar seus textos. Reescrever, então, é o completo fundo do poço.

Escritores ruins são sempre altivos e orgulhosos. Escrevem em máquinas de escrever de 1950, por que os grandes escritores escreviam em máquinas de escrever. Mas abandonam todo o processo porque a máquina é barulhenta e não deixa ninguém dormir.

Escritores ruins também acreditam que a escrita é algo mágico, quase divino. É por isso que só escrevem quando estão inspirados. O que quer dizer que passam anos sem colocar nenhuma palavra no papel.

Mas sabe qual é o principal defeito dos escritores ruins? Eles tem medo. Medo de expor seu trabalho para o mundo e receber alguma crítica muito pesada. Medo de falhar. Medo do julgamento. Então eles fecham numa bolha e tentam se convencer de que tudo o que eles produzem é perfeito. E eles realmente acreditam que são ótimos. Não querem mudar. Não querem crescer.

Muitas vezes, quando um editor diz a um escritor ruim que ele precisa reescrever uma parte do texto ou mesmo abandoná-lo, ele entra na defensiva automáticamente. Alguns preferem abandonar o editor, com a desculpa de que ele não entende a sua arte.

Você se identificou com qual destes exemplos? Se for com o primeiro, do vídeo anterior, tudo ótimo. Siga em frente e conquiste tudo. Mas se for com o segundo, é importante que tome algumas medidas. Faça sua escolha.

Antes de tudo, escreva. Continue escrevendo enquanto seus amigos estiverem se divertindo. Escreva nos feriados e nos fins de semana. Seja perseverante. Ouça o que as pessoas tem a dizer sobre o seu trabalho. Não coloque tudo nas costas deles, mas não despreze uma opinião só porque você é o senhor escritor sabichão.

Aceite o fato de que você pode ser um escritor ruim. Mas a melhor coisa de ser um escritor ruim é saber que você pode melhorar. Sua força de vontade é o seu limite. Você pode superar qualquer limite que a vida tenha te imposto, uma vez que sempre será possível encontrar alguém que conseguiu vencer e que estava numa situação muito pior do que a sua antes disso.

Seja humilde. Ouça os conselhos dos mais experientes e mude sempre que necessário. Ninguém vai te julgar por aceitar os seus erros e tentar mudá-los.

É o que você faz da sua vida e da sua escrita que define se você é um bom ou um mal escritor. Só depende de você.

matheusprado.maori@gmail.com | Web |  + posts

Matheus Prado é professor, escritor, cineasta e crítico de cinema. Atualmente cursa um mestrado e Letras, com foco em Literatura. Acredita que a vida é um mar profundo e que devemos nos aventurar além da superfície. Escreveu e dirigiu dois longas-metragens e vários curtas.

Referências Bibliográficas

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